Quem sou eu

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Rio Claro, SP, Brazil
Meu nome é Mariana Gabriela Fonseca, prazer. Sou formada em Imagem e Som pela UFSCar (turma 2000 a 2003) e atualmente curso Ciências Biológicas na Unesp Rio Claro (Turma de 2007 até atualmente). Atuo como professora eventual na rede pública Estadual de ensino e tenho grande paixão pelo meu trabalho. Pretendo me formar na licenciatura e fazer pós graduação em Educação. Acredito em uma nova educação, diferente do que é hoje praticada nas escolas brasileiras. Para mim, o método de ensino em vigor é precário e obsoleto, não segue o fluxo das mudanças decorrentes de uma série de transformações sociais, econômicas, comportamentais e tecnológicas. Por isso, estou sempre procurando inovar em minhas aulas, mesmo que muitas vezes falhe e/ou caia no tradicional. Afinal, errando é que se aprende.
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

O Bom Professor à Escola Retorna...

            Eu sei, muito muito tempo passou após a última postagem que realizei. E qual não foi o susto quando entrei aqui e vi que tive mais de 2000 visualizações neste espaço de tempo. Em conversa com um conhecido de internet, passei o link do "Diário de Uma Professora Eventual" para ele dar uma olhada, porque ele também está dando aulas, e me surprendi com o seguinte comentário: "Eu já conhecia seu blog. Uma professora o apresentou em um curso (da secretaria da educação? não me lembro...) em São Paulo...".  Opa! Meu blog sendo usado por aí, as pessoas lendo e comentando.... juro, fiquei chocada. Claro que eu sei que blogs são feitos para serem lidos, e este daqui tem mesmo o intuito de compartilhar informações, experiências e ideias, mas nunca acreditei que de fato as coisas fossem dar certo assim. Fico muito feliz por isso, que considero uma conquista, uma forma de reconhecimento... Agradeço a todos que lêem, compartilham, comentam, fazem parte de tudo isso!

          Agora vamos aos fatos: o meu retorno à sala de aula. Passei um longo período de mudanças, que foi árduo, cheio de perdas e ganhos e muita reflexão. No meio do ano passado, tranquei a matrícula na Biologia. Eu sei, é de lamentar, e eu lamento até hoje, mas a real é que não dava mais para mim. As coisas estavam fugindo ao meu controle. Nunca fui uma pessoa que se acomoda facilmente, que aceita as coisas por achar que tem que ser assim. Não consigo me ver vivendo uma rotina que não me agrada, e nem fazendo algo que, no mínimo, eu goste. A situação começou a pesar de fato por questões financeiras. Me enchi de aulas para dar, e por fim não consegui dar conta de absolutamente NADA! Não ia à faculdade, não ia ao trabalho muitas vezes por conta de cansaço mental e físico, não estava fazendo nada bem feito. As aulas na faculdade estavam se tornando um martírio, uma luta. Perderam o sentido para mim, já estava cansada, muito, e há muito tempo, do esquema UNIVERSIDADE. Aquela bitolação, aquele mundo fechado em uma redoma de vidro onde nada do que se estuda é aplicado, onde a prática é ilusória, foge à realidade... isso, somando-se ao fato de me deparar com professores absolutamente hipócritas e ignorantes, alguns tão absortos em seus egos de DOUTORES, que desanimei por completo. Precisava dar um jeito na vida, estava tudo uma bagunça. E decidi que para isso, precisaria me estabilizar financeiramente. Devendo para Deus e o mundo, ninguém consegue se concentrar em nada, o que dirá em milhões de coisas ao mesmo tempo. Após o trancamento da matrículo, continuei dando aulas até o final do ano e, um pouco antes do Natal, já sabendo que no ano seguinte não poderia mais dar aulas, arrumei um emprego como Arte-finalista em uma gráfica. Parecia ser uma boa pedida: o retorno à área de Imagem e Som, um bom emprego, bom salário, carteira assinada, estabilidade... Mas nem tudo são rosas. A começar que a ideia de não estar mais em sala de aula me perturbava. Sentia mesmo uma vontade inquietante de voltar àquela loucura. O trancamento da Biologia também mexeu comigo, porque significava o adiamento da conclusão de um sonho que há anos vem sendo ensaiado. Tudo aquilo que sonhei, que planejei, tudo o que idealizei tinhas se tornado um pesadelo, ido por água abaixo. Ainda estava digerindo esta ideia - e estava com sérios problemas na digestão. Logo o "emprego dos sonhos" mostrou seu lado obscuro também. Patrões ignorantes e tirânicos, sem o mínimo bom senso no trato com seus funcionários. Muita humilhação e submissão, senti com é ser tratada como um "nada". A coisa começou a pegar, e eu logo abandonei o barco. Em seguida, consegui o cargo de professora de inglês em uma rede de escolas profissionalizantes. O gostinho de voltar a dar aulas adoçou minha boca e aguçou o que eu já sabia: nasci para isso! As coisas por lá estavam muito bem, mas o pagamento não é muito animador. Apesar de pagarem quase o dobro do Estado, fico na dependência da abertura de novas turmas, e estou com poucas turmas, daí o salário vai ficando ridículo. Resolvi que estava na hora de agir em prol do meu sonho. Descobri que inscrições emergenciais estavam abertas na Diretoria de Ensino da região, e arrisquei ir até lá com meu diploma de bacharel em Imagem e Som. Deu certo, meu histórico escolar permitiu meu reeingresso como professora de Arte. Não que eu pretendesse atribuir aulas de Arte, mas já era a chave para abrir as portas da escola. A questão das aulas de Arte ainda renderão um post, quem sabe... não é nada contra, só não me sinto preparada para isso. 
          Com a inscrição feita, passei na escola que era minha sede até ano passado, e já saí de lá com uma semana inteira de aulas marcadas. A primeira semana foi intensa, uma loucura. A sensação de estar de volta, a alegria, a emoção! Entrei de cabeça, cheguei a dar 12 aulas no dia, e mais as aulas da escola de inglês à noite. Quase morri, confesso. Foi extenuante. Nas outras semanas acalmei, pedi para ser eventual fixa de Português de umas salas que estavam sem o professor por alguns meses, e deu tudo certo. As aulas de português estão sendo um desafio para mim, mas isso é assunto para um outro post. Por hora é isso, reinicio assim a longa caminhada rumo a um sonho....

sábado, 23 de abril de 2011

Após um grande hiato, o retorno...

Sim, mais uma vez fiquei séculos sem postar. Mas há uma boa desculpa, não sei se cabe contar aqui, mas de qualquer forma... Ano passado foi um ano de muitos desafios em minha vida. Passei por uma fase cheia de obstáculos e "pedras no caminho", caí em depressão profunda, emagreci quase 10 quilos, perdi o chão. Perdi o semestre na faculdade, deixei de dar aulas. Me perdi. No entanto, posso dizer que no fim, foi bom. Hoje, me reencontro a cada dia, e percebi que assim é a vida: cheia de altos e baixos mesmo, e cada queda requer uma luta intensa para o reerguimento, que quando ocorre, traz mais força, clareza, autoconheimento. Não que eu queira passar por tudo de novo, longe disso (rs rs), mas sinto que hoje, conheço um pouco mais sobre mim mesma, o que quero, o que sou, o que fui. Melhoras sempre são bem vindas.

Ok, esclarecido isso, vamos ao que interessa. Este ano retornei às aulas como eventual, meio que aos trancos e barrancos... Estou um pouco preocupada, porque apenas uma escola está com meu cadastro neste ano... Daí, eu tinha umas aulas marcadas na semana retrasada, mas fiquei doente, e desmarquei... acho que eles não gostaram muito, e nunca mais me ligaram. Fico triste quando este tipo de coisa acontece, porque tenho paixão no que faço, e além do que preciso muito trabalhar mais este ano, porque minha pensão conquistada à base de processos judiciais acaba em setembro. Daí, to na roça. Este ano está bem confuso ainda, com tudo o que me aconteceu no ano passado e todas as transformações que estou passando. Estou um pouco saturada do clima universidade, aulas, provas, professores autoritários e sem o mínimo de psicologia ou didática... Me entupi de matérias, e não estou conseguindo dar muita conta... De repente até estou, mas é que eu tenho este defeito, de sempre achar que poderia estar fazendo melhor e melhor e melhor... Nem sempre isso é saudável, acreditem. Meus horários estão uma bagunça, já não tenho mais aulas apenas à noite, e sim, de tarde e à noite, então fica difícil assumir aulas fixas em alguma escola. Mesmo porque, o tempo "livre" é tão poquinho...
Bem, creio que ficarei por aqui, este post está um pouco mais pessoal que o comum, talvez eu passe a fazer posts neste estilo, para descontrair. Só não quero que isso vire um diário pessoal, cheio de lamentações e causos da minha vida (eu sou ótima em fazer isso nos blogs que crio). Enfim, é isso. Feliz Páscoa, by the way.
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